Itevaldo Júnior e Yane Botelho, da equipe de O Estado do Maranhão, edição de 28.08.2010.
Lugar de fé e devoção, a cidade ribamarense impregnou-se de letras e palavras nos últimos três dias. Foram numerosas e diversificadas atividades literárias realizadas no VI Festival Geia de Literatura, encerrado ontem.
O encerramento foi marcado pela 2ª Gincana Geia do Conhecimento. O desafio literário disputado entre as escolas do município movimentou a cidade. Escritores ribamarenses e intelectuais, como o professor doutor Antônio Martins, Ceres Fernandes e os ribamarenses Maria da Glória, Marli da Conceição, Raimunda Frazão e Samuel Moreira animaram o último dia da festa literária ribamarense.
Itevaldo Júnior e Yane Botelho, da equipe de O Estado do Maranhão, edição de 28.08.2010.
A II Gincana Geia de Conhecimento foi vencida pelas unidades Centro de Ensino Médio São José de Ribamar, no ensino médio, e Escola Municipal Santa Maria, no ensino fundamental, do povoado Santa Maria.
O Centro de Ensino São José de Ribamar foi bicampeão da II Gincana Geia de Conhecimento. Em segundo lugar, ficou o Centro de Ensino Estado de Guanabara. A Unidade Escolar São José de Ribamar (CAIC) ocupou a terceira colocação, seguida do Centro de Ensino Ribeiro do Amaral, em quarto lugar.
Campeã pela primeira vez, a Escola Municipal Santa Maria (ensino fundamental), deixou para trás as escolas municipais Nice Lobão, segunda colocada, e a Silva Rodrigues, do povoado Mata, terceira colocação.
Itevaldo Júnior e Yane Botelho, da equipe de O Estado do Maranhão, edição de 28.08.2010.
A professora Ângela Maria Leonardo Silva foi a vencedora do Prêmio Jomar Moraes, no I Concurso Professor Pesquisador realizado pelo Festival Geia de Literatura, que premiou o trabalho sobre a vida e obra do escritor e ex-presidente da Academia Maranhense de Letras (AML), Jomar Moraes.
Docente da Escola Municipal Parque Vitória, Ângela Leonardo Silva recebeu um prêmio de R$ 2 mil. A premiação foi entregue pelo presidente do Instituto Geia, Jorge Murad. “O prêmio Jomar Moraes foi uma das novidades deste ano. Com o sucesso desta edição, vamos incluir definitivamente o prêmio nas próximas edições do Festival Geia”, anunciou Murad.
“O trabalho permitiu conhecer mais do Jomar Moraes. Para mim, foi uma grande descoberta saber da vida e obra do professor. Foi um grande desafio fazer esse trabalho, mas foi muito bom. Fiquei muito feliz”, disse Ângela Silva.
Itevaldo Júnior, da equipe de O Estado do MAranhão, edição de 26.08.2010.
O sorriso largo de dona Francisca das Chagas Fontenele retrata va ontem o sucesso das apresentações teatrais “A Linda Rosa Juvenil” e “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, encenadas por alunos portadores de necessidades especiais da Escola Municipal Maria Amélia Bastos.
Mãe da estudante Mônica Fontenele, que fez o papel de Dona Benta na peça “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, dona Francisca Francisca afirmou que os alunos evoluíram muito. “Estou muito feliz, muito contente mesmo. Eles demonstraram que muitas capacidades e outras habilidades. A evolução deles é bastante visível”, disse a mãe de Mônica.
Itevaldo Júnior, da equipe de O Estado do Maranhão, edição de 27.08.2010.
A literatura do escritor maranhense Humberto de Campos e a do paraibano Augusto dos Anjos estiveram em cena ontem, no VI Festival Geia de Literatura. Coube ao professor, editor e acadêmico Sebastião Moreira Duarte trazer à baila a obra de Humberto de Campos, na palestra muito concorrida no Liceu Ribamarense.
Batizada de “Humberto de Campos, a história de um menino”, a fala de Sebastião Duarte foi aplaudida efusivamente pelos alunos de seis escolas que participaram da atividade. No colégio Diomedes da Silva Pereira, o professor Ruy Pontes Ribeiro apresentou “Augusto dos Anjos: uma abordagem para iniciante”.
Também ontem, foi lançado o livro “O Diário Secreto” (dois volumes), do escritor Humberto de Campos. “Essa obra é um raro documento da vida literária de uma época distante, ofuscada pelo que se convencionou chamar de Modernismo brasileiro e pelos estridores [estrondos] da Revolução de 30”, explicou Duarte.
Dentro da programação, foram apresentados ainda os trabalhos “O cortiço: uma leitura do espaço à luz da teoria da percepção”, de Maria Deidla da Silva Moraes (UFMA); “Erotismo na obra Batom Vermelho”, de Roseli Maria Ribeiro Neri Saldanha (Fama); “São Luís, Atenas Brasileira: um percurso histórico sobre a construção da identidade literária ludovicense”, de Maria das Neves Oliveira e Silva Azevedo (Fama), e “A incomunicabilidade e o isolamento na obra de Graciliano Ramos”, por Lisiane Vieira Alves (UFMA).