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	<title>Instituto GEIA &#187; Artigos e Textos</title>
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	<description>Instituição sem fins lucrativos, fundada por empresas que atuam no Maranhão</description>
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		<title>Olimpíada contribui para avaliação do ensino, afirma secretária de Educação</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 23:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Festival GEIA de Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em O Estado do Maranhão, edição do dia 8.8.2010
A secretária de Educação de São José de Ribamar, Carla Veras Bezerra Galvão, afirmou que a realização da Olimpíada de Matemática é importante não apenas como uma atividade lúdica, mas também para balizar o conhecimento dos professores em sala de aula.
Segundo ela, apesar do número restrito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado em O Estado do Maranhão, edição do dia 8.8.2010</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; color: #444444; font: normal normal normal 12px/normal Arial, Verdana, Tahoma; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; padding: 0px;">A secretária de Educação de São José de Ribamar, Carla Veras Bezerra Galvão, afirmou que a realização da Olimpíada de Matemática é importante não apenas como uma atividade lúdica, mas também para balizar o conhecimento dos professores em sala de aula.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; color: #444444; font: normal normal normal 12px/normal Arial, Verdana, Tahoma; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; padding: 0px;">Segundo ela, apesar do número restrito de alunos e do caráter não obrigatório das provas, os resultados serão avaliados pelo Poder Executivo municipal para nortear novas ações em educação na cidade. “Essas provas podem servir sim como diagnóstico. Não apenas para chamar a atenção de professores, como também para parabenizá-los sobre o bom trabalho que seja mensurado na Olimpíada”, declarou a professora.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; color: #444444; font: normal normal normal 12px/normal Arial, Verdana, Tahoma; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; padding: 0px;">A diretora do Liceu Ribamarense, Irailde Pereira, afirmou que a Olimpíada de Matemática também deve ser vista como uma forma de estimular, ainda mais, o ensino na sala de aula. “Lógico que o gosto pelo conhecimento deve ser incentivado em sala de aula. Mas um evento desse colabora para que o aluno veja que o conhecimento é importante em outras áreas de sua vida”, pontuou. “É um experimento de uma seleção natural que os alunos irão vivenciar no futuro”, complementou a secretária de Educação, Carla Veras Bezerra Galvão.</p>
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		<title>Artur Azevedo &#8211; Centenário de morte de um escritor eterno</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 11:20:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estagiario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Artur Azevedo &#8211; Centenário de morte de um escritor eterno
Quase pacificamente aceita por todos, parece ser crença geral que a coexistência tão próxima, tanto na Secretaria de Estado onde trabalhavam, como nos jornais do Rio de Janeiro em que Machado de Assis e Artur Azevedo colaboravam, fez com que o gênio daquele eclipsasse a recepção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artur Azevedo &#8211; Centenário de morte de um escritor eterno</p>
<p>Quase pacificamente aceita por todos, parece ser crença geral que a coexistência tão próxima, tanto na Secretaria de Estado onde trabalhavam, como nos jornais do Rio de Janeiro em que Machado de Assis e Artur Azevedo colaboravam, fez com que o gênio daquele eclipsasse a recepção deste por parte do grande público. Como tentaremos demonstrar, isso é ledo e puro engano.</p>
<p>Usei o advérbio quase no parágrafo acima para insistir no fato de que, embora muito ligados por admiração e amizades-honradas, recíprocas e merecidas, cada um desses dois escritores brasileiros paralelamente foram imbatíveis nos gêneros literários para os quais eram vocacionados.<span id="more-2115"></span></p>
<p>A sólida cultura literária cimentada pelo gênio do Cosme Velho na frequência diuturna aos clássicos da língua portuguesa nos herdou uma ficção sem jaça, cujas culminâncias reconhecidamente se encontram em seus contos e romances concebidos e editados naquela que se convencionou chamar de segunda frase de sua produção literária, para não falarmos dos lampejos prospectivos de seus impecáveis textos de críticas literária.</p>
<p>Quanto ao maranhense que, aos dezoito anos de idade, elegeu aquela que seria a Cidade Maravilhosa como seu segundo lar, espaço propício para sua fecunda existência, terra adotiva e mãe &#8211; geia de seus filhos, este trazia o germe da comédia nas veias, e, enquanto teve um alento de vida, não se cansou de escrever teatro, gênero literário em que seu Mestre (assim carinhosamente se referia ele a Machado) não foi tão bem aquinhoado.</p>
<p>Artur esbanjou seu talento desde os quinze anos de vida em sua província natal, e minha, a nascida francesa cidade de São Luis do Maranhão, em 1870, com a farsa mais encenada nos palcos de nosso país – Amor por anexins -, nas pegadas de O velho da hora, de Gil Vicente. Com certeza a grande maioria das cerca de cinco mil crônicas que editou em cerca de 45 periódicos girou em torno dos mistérios da arte de Talma, ora analisando o desempenho dos atores e das atrizes em cena, ora versando a tessitura das peças, enfim Artur respirava teatro por todos os poro. Cerca de duas dezenas de revistas-de-ano, gênero francês que adaptou ao gosto brasileiro. </p>
<p>Nos anos 80, eu lecionava no Colégio Santo Agostinho, mostrou-me certa aluna um postal impresso na Rússia, enviado por machado de Assis a um tabelião amigo seu, que dizia mais ou menos assim: [Fulano], no dia dos teus anos, só te posso dizer que a vida é irmã da morte. Seu [Beltrano]. Não, nunca a vida será irmã da morte de pessoas como Artur e Machado. Pelos acontecimentos que lhes sucederam, tanto Machado quanto Artur talvez nem desconfiassem que eles seriam eternos, para glória e orgulho da brava nação brasileira.</p>
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		<title>CCL incentivará a leitura em Raposa</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 14:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estagiario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Publicado em O Estado do Maranhão, 15/4/2010)
Centro incentivará a leitura em Raposa
“Ler é muito importante pois temos a oportunidade de conhecer inúmeras coisas. Aprendemos bastante”. Com apenas 9 anos, Guiliane dos Santos da Silva aprendeu a ler a pouco tempo. O endereço onde ela pôde adentrar no mundo das letras fica à Rua da lavanderia, n°4, no município da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Publicado em O Estado do Maranhão, 15/4/2010)</p>
<p style="text-align: left;">Centro incentivará a leitura em Raposa</p>
<p>“Ler é muito importante pois temos a oportunidade de conhecer inúmeras coisas. Aprendemos bastante”. Com apenas 9 anos, Guiliane dos Santos da Silva aprendeu a ler a pouco tempo. O endereço onde ela pôde adentrar no mundo das letras fica à Rua da lavanderia, n°4, no município da Raposa, na residência da professora Maria Helena Marques da Silva. Na área, funciona o centro comunitário de leitura, inaugurado no dia 14 de abril de 2010, depois de quase dois anos de funcionamento experimental. O projeto, voltado para publico infantil, e uma parceira com os Institutos Geia e Alfa e Beto.</p>
<p> Dedicado a aquisição e ao desenvolvimento de habilidades em linguagem, vocabulário e leitura, que proporcionam um melhor aproveitamento escolar, o centro funciona como uma biblioteca comunitária, oferecendo serviços de empréstimo de livros; organizando, além de roda de leituras, palestrantes educacionais e possibilitando o acesso a internet.</p>
<p><span id="more-2108"></span></p>
<p>O acervo da biblioteca foi doado pelas empresas parceiras do Instituto Geia e dispõe atualmente de 600 livros, de literatura clássica e didática. “Escolhemos um acervo de alto nível, depois de consultar professores e analisar catálogos, como o do Prêmio Jabuti, que é um dos mais importantes da literatura brasileira. A expectativa é que aumentemos esse acervo”, afirmou João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto.</p>
<p> As atividades no centro de leitura são feitas voluntariamente por agentes de leitura, estudantes e professores da rede publica de ensino. O treinamento dos voluntários é comandado pelo próprio projeto. A responsável é a coordenadora do Instituto Alfa e Beto, Maria Aparecida Nadur. “Fazemos a capacitação mostrando como funciona o trabalho. Cerca de 12 pessoas já foram treinadas. Eles aprendem a repassar os ensinamentos as crianças que nos visitam. Como se atende a crianças com método diferente, dependendo da idade, da formação. Para ser voluntário, basta se inscrever para participar”, explica.</p>
<p> REALIDADE – As crianças atendidas, em sua maioria, advêm de creches e escolas públicas do município de Raposa. “A maioria tem a idade entre 6 a 9 anos. Pelo menos 15 meninos e meninas vêm de maneira assídua e outras mais esporadicamente. Eles geralmente têm a iniciativa própria de vir pra cá, pois os pais não têm o costume da leitura e não valorizam isso. Alguns deles, eu mesma vou pegar em casa. Aqui ele ouvem e criam histórias, conhecem a realidade de sua própria vida”, relada Maria Helena Marques, coordenadora de centro Comunitário de Leitura.</p>
<p> Para o presidente do Instituto Geia, Jorge Murad, o centro de leitura de Raposa deverá servir como modelo para projetos semelhantes. “Iremos buscar mais parceiros. Queremos implantar centros em outros locais também. Essa é uma alternativa fácil e barata, com um custo de manutenção muito pequeno e os resultados são ainda melhores”, considerou.</p>
<p> O centro comunitário de leitura já funcionava a quase dois anos com uma biblioteca montada pela professora Maria Helena Marques. Ela, como professora da rede publica municipal de Raposa, sentiu a carência das crianças de participarem de um projeto paralelo. “Já trabalho há muito tempo com crianças. Aos poucos, fui montando uma biblioteca e depois veio a oportunidade de receber o apoio do Geia. Senti-me muito gratificada com o convite”, contou.</p>
<p> A professora Maria Helena cedeu, então, parte da área de sua casa para as rodas diárias de leitura. Hoje, ela se orgulha de ter iniciado a ação. “Sinto-me recompensada quando vejo uma criança aprendendo a ler. Aqui, eles criam sua historia”, relata.</p>
<p> Um dos beneficiados pelo Centro é o pequeno Luís Henrique Silva Aires, de 6 anos. Ele mora em uma vila próxima ao Centro Comunitário de Leitura e, depois que foi escolhido pelas atividades de projeto, levou ontem, pela primeira vez, as duas irmãs, Jamily e Samily Silva Aires, de 3 e 2 anos, respectivamente, para conhecer a ação. “Eu gostei e agora elas também vão gostar”, diz.</p>
<p> Com 11 anos, Anderson Mendes da Silva freqüenta o Centro de Literatura desde que surgiu e participa diariamente das atividades oferecidas. “O que mais gosto de fazer é pintar, desenhar e ouvir histórias”, disse.</p>
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		<title>Jomar Moraes &#8211; A propósito de livros</title>
		<link>http://www.geia.org.br/2010/03/jomar-moraes-a-proposito-de-livros/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 11:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Publicado em O Estado do Maranhão, 3/3/2010)
A propósito de livros &#8211; VII
Esta despretensiosa recensão que hoje se encerra, chega ao fim favorecida pelo prestígio das duas publicações que constituem seu assunto. Refiro-me inicialmente ao livro póstumo de Josué Montello, intitulado “Areia do tempo: crônicas sobre a cultura francesa e seus autores”, belo volume de mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Publicado em O Estado do Maranhão, 3/3/2010)</p>
<p>A propósito de livros &#8211; VII</p>
<p>Esta despretensiosa recensão que hoje se encerra, chega ao fim favorecida pelo prestígio das duas publicações que constituem seu assunto. Refiro-me inicialmente ao livro póstumo de Josué Montello, intitulado “Areia do tempo: crônicas sobre a cultura francesa e seus autores”, belo volume de mais de 500 páginas, editado por iniciativa e com organização de Dona Yvonne Montello, viúva do saudoso escritor, como parte maranhense das celebrações, em 2009, do Ano da França no Brasil. Celebrações, diga-se em homenagem à verdade, que a rigor no Maranhão não houve, como seria de esperar de uma cidade que se preza de nascida e partejada por mãos gaulesas.</p>
<p>Franceses aqui promoveram uma aparatosa cerimônia de posse do lugar, da qual lavraram solene documento, de feitio constitucional pelo teor das normas fundamentais expedidas, de caráter pedagógico e com força coercitiva, mas que foram além disso, ao darem nome à nascente cidade.<span id="more-2083"></span></p>
<p>Dizia Unamuno que “o nome é em certo sentido a própria coisa; dar nome às coisas é conhecê-las e apropriar-se delas: a nomeação é o ato de posse espiritual”.</p>
<p>E dúvidas não haja de que a assertiva de Unamuno aplica-se, qual uma luva, aos lugares que adquirem uma personalidade e até mesmo passam a trilhar um peculiar destino em função dos nomes com que são batizados.</p>
<p>O livro de Josué Montello, de excelente feição gráfica, reúne 180 crônicas, se não me enganei ao contá-las. Muitas dessas deliciosas páginas de prosa límpida e de clareza solar são verdadeiros ensaios literários, que se algum reparo merecem, correrá este à conta da brevidade.</p>
<p>Salvo engano de minha parte, o livro foi editado, porém até hoje não teve o lançamento a que seus altos méritos fazem jus. Trazendo em parte pré-textual apresentação de sua organizadora, Dona Yvonne Montello, e prefácio de Benedito Buzar, “Areia do tempo” é bem o testemunho vivo e eloquente do talento e da sólida cultura de Josué Montello, que com seu notável livro póstumo ofereceu a mais valiosa e permanente contribuição do Maranhão ao Ano da França no Brasil.</p>
<p>A outra notável publicação de 2009 foi o volume intitulado “Memórias e Memórias inacabadas”, que reúne as citadas obras do escritor maranhense Humberto de Campos, cujo 75º ano de falecimento transcorreu a 5 de dezembro último. Providência das mais acertadas enfeixar em um volume único esses dois livros que versam assuntos correlatos e, por sinal, correspondem à parcela da obra de Humberto que mais viva permanece, pelo interesse com que até nos dias de hoje as lemos.</p>
<p>Com mais esse lançamento de real importância, que leva número 13 da coleção Geia de Temas Maranhenses, o Instituto Geia, criado e dirigido pelo economista Jorge Murad, consolida e sobremodo alarga os relevantes serviços que vem prestando efetivamente à cultura maranhense. Entusiasta da edição sob comento, distribuí exemplares dela a diversas pessoas, notadamente a amigos residentes fora do Maranhão. Entre elas, a querida amiga Stella Leonardos, ateniense de muitos costados, pois que conta no rol de seus antepassados ilustres gregos e maranhenses não menos ilustres.</p>
<p>Stella é poeta, professora, tradutora, teatróloga, ensaísta, senhora de admirável erudição, detentora de seis prêmios literários da Academia Brasileira de Letras, presidente da Academia Carioca de Letras e autora de mais de cem livros publicados, dos quais quatro de temas maranhenses, que tive oportunidade e honra de editá-los.</p>
<p>Em resposta ao volume de Humberto de Campos que enviei a Stella Leonardos, respondeu-me ela com o poema a seguir reproduzido, com agradecimentos a mim e principalmente Humberto  (Humbert / Humbold / “resplendor”, “brilho de gigante / bert e hun).” Ou “audácia”. Rosário Farâni e Mansur Guérios.</p>
<p>Para Jomar Moraes</p>
<p>Folheio a longe lembrança.</p>
<p>Meu olhar inda estudante</p>
<p>pousa num canto da Estante</p>
<p>de meu avô maranhense</p>
<p>Leitor de Humberto de Campos.</p>
<p> </p>
<p>E o ver de uma sombra verde</p>
<p>segreda entre aquela obra.</p>
<p>Querendo contar a história</p>
<p>do Humberto que resplandece,</p>
<p>que já no nome resplende?</p>
<p> </p>
<p>Sair a campo. Quem dera.</p>
<p>Analisar as “Memórias.”</p>
<p> </p>
<p>Hesito, editor amigo.</p>
<p>Hesito sim, de saída.</p>
<p>Poderia eu fazê-lo?</p>
<p>Traduzir a audácia grande</p>
<p>em olhos irmãos de estrelas?</p>
<p>O órfão de pai, verso humilde,</p>
<p>Pobreza feita menino.</p>
<p> </p>
<p>Mas seguir-lhe como os passos</p>
<p>tentando ser seringueiro,</p>
<p>confidente da Amazônia?</p>
<p> </p>
<p>Ah Piauí do Parnaíba,</p>
<p>Belém, Belém do Pará,</p>
<p>Humberto pobre e bravio,</p>
<p>lidando em tipografia,</p>
<p>atraído pela força</p>
<p>do invencível jornalismo.</p>
<p>(Tão melhor contar-nos-ia</p>
<p>São Luís de seu filho indômito)</p>
<p> </p>
<p>Depois, o Rio chamando-o,</p>
<p>o Rio dos Escritores,</p>
<p>o “Conselheiro” pseudônimo</p>
<p>de ágil, hábil, leve pena</p>
<p>tão louvável e louvada.</p>
<p> </p>
<p>E pensar que foi um Poeta</p>
<p>pré-modernista, esse Humberto</p>
<p>de crônicas humorísticas,</p>
<p>e de contos, e de versos,</p>
<p>de críticas e de ensaios</p>
<p>irreverentes, diremos,</p>
<p>quando se fala em memórias.</p>
<p> </p>
<p>Prezado editor amigo,</p>
<p>muito grata de verdade,</p>
<p>muito grata pela dádiva,</p>
<p>as “Memórias”, admiráveis</p>
<p>de mestre Humberto de Campos.</p>
<p>Além de monumental,</p>
<p>obra de suma importância.</p>
<p>Fraternalmente,</p>
<p>Stella Leonardos</p>
<p> </p>
<p>Rio, 5/1/2010</p>
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		<title>Geia: luzeiro no meio das trevas</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 20:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ubiratan Teixeira, publicado no jornal O Estado do Maranhão, edição de 29/01/2010.
Considero-me uma testemunha privilegiada do efeito de lapidação que o Festival Geia de Literatura vem produzindo na comunidade ribamarense nestes seis anos de sua realização naquele município. Participo desde sua primeira edição em 2004 e sei do que falo.
Alias, conheço aquela comunidade o bastante para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ubiratan Teixeira, publicado no jornal O Estado do Maranhão, edição de 29/01/2010.</p>
<p>Considero-me uma testemunha privilegiada do efeito de lapidação que o Festival Geia de Literatura vem produzindo na comunidade ribamarense nestes seis anos de sua realização naquele município. Participo desde sua primeira edição em 2004 e sei do que falo.</p>
<p>Alias, conheço aquela comunidade o bastante para confirmar o efeito geia sem medo de estar me equivocando. Afinal, não cheguei ali com o projeto, convivendo como convivo com seu povo e sua cultura para mais de três quartos de século. Afinal, São José de Ribamar foi a cidade balneária preferida pela classe média de São Luis por volta dos anos 40 para suas férias escolares de meio de ano foi onde passei minha inesquecível “lua de mel” e outras luas menos comportadas de saudáveis encharcamentos etílicos de fins de semana em companhia de Amaral Raposo, Walbert Pinheiro, Victor Gonçalves Neto, Deo Silva, Nauro Machado, tripa e outros bebuns ilustres.</p>
<p>Hoje não me recordo mais o nome daqueles líricos pescadores que iam “buscar” o peixe na risca, mas ficou a memória os adoráveis sabores: intrépidos e audazes homens do mar, parentes das sereias e dos tritões é como os via envoltos por uma aura poética.</p>
<p>Alguém arrisca a qualificação de rústica e elementar para uma comunidade que vivia em torno de pesca, para a pesca e pela pesca?</p>
<p>Recordo-me que por volta dos anos 70 os alunos de Ribamar matriculados no Centro Educacional do Maranhão, CEMA, irritavam os coordenadores aqui da capital quando iam avaliar os trabalhos de pintura e redação apresentados nas Feiras de Arte anuais: “Será que esses meninos não conheçam outra coisa, além disso? Indagavam para mim com olhos desesperados” É só barco, peixe e mar, olhe só!”</p>
<p>Então eu olhava pachorrentamente e comentava: “professora Celeste! Me diga qual é o dia-a-dia dessas crianças?”</p>
<p>E dávamos o prêmio ao melhor igarité, ao melhor peixe, à mais criativa das marinhas.</p>
<p>São José de Ribamar sem ter perdido sua aura de centro de devoção católica sob as bênçãos do taumaturgo acrescentou às manifestações milagreiras a melhor referencia nacional de administração pública; juntou o bom ao saudável aceitando de braços abertos esse tempero de excelência na figura do Instituto Geia.</p>
<p>Jorge Murad foi iluminado quando levou seu projeto para aquele sítio. Apesar do assédio constante do forasteiro o Homem de Ribamar insistia em permanecer na sua concha, olhando de esguelha o visitante, murmurado seus achaques entre si – os tupinambás daquela ponta da ilha sempre foram reservados nos seus rituais de antropofagia, é genética sua discreção. “Sim, senhor”, “não senhor” era o máximo que o visitante conseguia de um nativo.</p>
<p>Ainda me recordo dos olhares desconfiados, dos cochichos, dos sim e dos nãos categóricos, dos sei ou não sei berloques quando do meu primeiro encontro em 2004 na Unidade Escolar Diomedes da Silva Pereira; e de como já foi excepcionalmente participante anos passado e da maneira exuberante como dois alunos de Liceu reagiram quando fui levar quarta feira passada, depois da solenidade de instalação do Festival deste ano meu ultimo romance e um exemplar do Dicionário de Teatro para a Biblioteca deles.</p>
<p> - Ô Cara! Chegou na hora! É do que a gente estava precisando, comentou alegremente um para o outro.</p>
<p> Foi recompensador. É recompensador. É aquela mesma sensação de vitória que explode no coração de um avô, quando escuta o neto falando em línguas.</p>
<p> Mesmo que o Instituto Geia não tivesse participado da vida cultural do país lançando as obras de nível que tem lançado do forma magistral, bastaria o Festival Geia de Literatura promovido a seis anos na cidade de São José de Ribamar, para justificar seus 10 anos de ação cultural.</p>
<p> Sinto-me gente e útil participando de um projeto dessa dimensão: principalmente em São José de Ribamar no nível social e cultural em que a velha aldeia se encontra.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Festival Geia de Literatura</title>
		<link>http://www.geia.org.br/2009/09/festival-geia-de-literatura-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 12:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Textos]]></category>
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		<description><![CDATA[Jomar Moraes, publicado em O Estado do Maranhão, edição de 2/9/2009
Quinta-feira última, em companhia de Lino Moreira, dirigi-me a São José de Ribamar, com a finalidade precípua de participar de um dos pontos altos daquela por muitos motivos louvável iniciativa cultural, ponto alto esse representado pelo lançamento da importante obra memorialística de Humberto de Campos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jomar Moraes, publicado em O Estado do Maranhão, edição de 2/9/2009</p>
<p>Quinta-feira última, em companhia de Lino Moreira, dirigi-me a São José de Ribamar, com a finalidade precípua de participar de um dos pontos altos daquela por muitos motivos louvável iniciativa cultural, ponto alto esse representado pelo lançamento da importante obra memorialística de Humberto de Campos, a saber: o graficamente muito bem realizado volume reunindo as Memórias e Memórias inacabadas, feito editorial sem precedente na crônicas das sucessivas reedições desses dois deleitáveis livros de nosso conterrâneo, representativos de uma espécie de ilhas-gêmeas afortunadas no conjunto das obras do autor de Sombras que sofrem, obras outrora distinguidas pela calorosa preferência dos leitores brasileiros, mas que, de uns bons anos a esta parte, têm lançado seu autor num limbo crescentemente mais profundo e espesso.</p>
<p><span id="more-1886"></span>Oxalá o lançamento do volume intitulado Memórias e Memórias inacabadas, que, curiosamente, leva o cabalístico número 13 da Coleção Geia de Temas Maranhenses, repito, para ser necessariamente enfático, oxalá tal lançamento alavanque o processo de re-valorização da obra de Humberto de Campos, maranhense que, nos anos 20 e 30 do século passado, foi um dos escritores brasileiros mais lidos e de maior prestígio em nosso país, especialmente, por exemplo, na Bahia, onde o longo e lancinante martírio que antecedeu a morte do autor de Carvalhos e roseiras produziu profunda consternação.</p>
<p>Mas retomando o fio da meada: fomos a São José de Ribamar, na última quinta-feira, para o lançamento do livro já citado, porém chegamos atrasados para o evento. Segundo nos disseram, o ato se havia encerrado há poucos minutos. Lamentei o excesso de veículos na estrada e o mau estado de conservação desta, que obstaculizaram nossa chegada a tempo na cidade do santo mais querido do Maranhão, segundo muitos repetem, desconheço se com exatidão ou anacronismo, posto que o prestígio dos santos pode sofrer muitas variações.</p>
<p>A viagem a São José de Ribamar, porém, ao contrário de corresponder a um esforço baldado, permitiu-me voltar a uma cidade pela qual sempre tive grande simpatia, sentimento associado a profunda pena, diante do abandono criminoso a que por muitos anos a vi submetida.</p>
<p>Pois a cidade batizada com o nome do santo milagroso cuja memória em terras maranhenses remonta a antigas eras que evocam navegantes lusitanos em demanda dos mares maranhões, cidade que é liricamente celebrada pelo poeta Gentil Braga, além de muitos outros, sofreu durante anos seguidos os maus tratos de péssimos administradores, quais os tem, lamentavelmente, a maioria dos municípios maranhenses.</p>
<p>Presentemente, entretanto, São José de Ribamar, sob a eficiente administração do Prefeito Luís Fernando, vive dias de decência administrativa, qual acontecerá com diminuta percentagem de municípios maranhenses. Pois a verdade sem retoques é que, dos 217 municípios em que se divide nosso Estado, poucos, vergonhosamente poucos serão os municípios dirigidos com o mínimo de decência, onde não lavre, desavergonhadamente, os mais torpes métodos de corrupção.</p>
<p>Quem hoje vai a São José de Ribamar, vê com seus próprios olhos que ali tem curso uma administração exemplar. Pena, grande e lastimável pena é que essa constitua uma exceção. Grande pena que assim seja.</p>
<p>Conforme já afirmei e faço questão de repetir, foi muito proveitosa a ida a São José de Ribamar, pois ela nos permitiu ver de perto uma administração exemplar, e também o louvável trabalho cultural que o Insti-tuto Geia ali realiza todos os anos, levando o livro e outros muitos instrumentos de estímulo cultural aos habitantes daquela cidade, especialmente aos seus jovens estudantes.</p>
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		<title>Patronato São José é o vencedor da gincana categoria ensino fundamental</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 00:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bruna Castelo Branco, da equipe de O Estado
O ultimo dia da programação do Festival Geia Literatura foi especial para o colégio Patronato de São José de Ribamar que ganhou a I Gincana Geia de Conhecimento, na categoria de ensino fundamental. A escola levou o prêmio de R$ 2 mil; o segundo lugar conquistado pela Escola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1834" title="send_binary1" src="http://www.geia.org.br/wp-content/uploads/2009/08/send_binary11-150x112.jpg" alt="send_binary1" width="150" height="112" />Bruna Castelo Branco, da equipe de O Estado</p>
<p>O ultimo dia da programação do Festival Geia Literatura foi especial para o colégio Patronato de São José de Ribamar que ganhou a I Gincana Geia de Conhecimento, na categoria de ensino fundamental. A escola levou o prêmio de R$ 2 mil; o segundo lugar conquistado pela Escola Municipal José Fernandes ganhou R$ 1 mil e em terceiro, a Escola Municipal Liceu Ribamarense levou a premiação de um DVD.</p>
<p><span id="more-1833"></span>Os prêmios e medalhas foram entregues pela governadora Roseana Sarney que chegou de surpresa no Ginásio Patronato, onde estava sendo realizada a gincana e foi recebida com festa pelos estudantes. Roseana elogiou a iniciativa do Instituto Geia, por há cinco anos, organizar um evento tão importante para a literatura no Maranhão. “Eu quero agradecer em nome do Governo do Maranhão ao Instituto Geia por estar há anos em São José de Ribamar patrocinando esse evento. Quero parabenizar a todos os estudantes, tanto os que foram premiados como a todos que participaram”, ressaltou Roseana Sarney.</p>
<p>A governadora também se disse muito feliz e impressionada com a empolgação e o empenho dos alunos ao responder às perguntas. “Eu fiquei muito surpresa com o nível de conhecimento dos alunos. A gente percebe uma euforia, uma animação em demonstrar conhecimento. Isso é muito positivo”, observou.</p>
<p>De acordo com o presidente do Instituto Geia, Jorge Murad, o evento foi ainda melhor que o esperado, pois conseguiu traduzir um nível de interação muito grande dos estudantes. “Foi um sucesso, com muito entusiasmo os estudantes vieram para a competição. A disputa na I Gincana de Conhecimento é essencial para a formação de cada um. Todos que participaram estão de parabéns”, avaliou.</p>
<p>Além da I Gincana de Conhecimento, o período da tarde, também foi marcado pela visitação dos estandes da Feira do Livro, localizados na Praça da Matriz. 12 editores estiveram presentes em todos os dias do evento, expondo lançamentos e clássicos.</p>
<p>Publicado em OEMA, edição de 29/08/2009.</p>
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		<title>Inovações marcaram o Festival Geia de Literatura em Ribamar</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 00:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
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Consagrado na cena literária e cultural maranhense, o Festival Geia de Literatura, realizado em São José de Ribamar, encerrou suas atividades ontem sendo, mais uma vez, considerado um sucesso na divulgação da literatura maranhense e no incentivo à leitura das novas gerações. O encerramento do evento contou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bruna Castelo Branco, da equipe de O Estado</p>
<p>Consagrado na cena literária e cultural maranhense, o Festival Geia de Literatura, realizado em São José de Ribamar, encerrou suas atividades ontem sendo, mais uma vez, considerado um sucesso na divulgação da literatura maranhense e no incentivo à leitura das novas gerações. O encerramento do evento contou com a presença da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que, ao lado do prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva; do presidente do Instituto Geia, Jorge Murad, e do secretário de Infraestrutura do Estado do Maranhão, Max Barros, prestigiaram as atividades realizadas na etapa final da I Gincana do Conhecimento.</p>
<p><span id="more-1831"></span>Promovido pelo Instituto Geia, com o patrocínio do Consórcio de Alumínios do Maranhão e Vale, este ano, o festival completou cinco anos de criação e inovou com a realização da I Gincana de Conhecimento, voltada para estudantes do ensino fundamental e médio. As atividades constaram ainda de palestras, oficinas, recitais de poesias, encontros com escritores, entre outras ações que movimentaram, durante três dias, a cidade de São José de Ribamar.</p>
<p>Na programação de ontem, além da grande final da I Gincana de Conhecimento na categoria de ensino fundamental, as atividades foram bem diversificadas. Houve teatro, palestras sobre história do Maranhão e a literatura maranhense. No período da manhã, no Restaurante Miramar, o debate sobre literatura contou com a presença dos escritores Antônio Martins, Milson Coutinho, Sebastião Moreira Duarte e Arthur Almada Lima Filho, que conduziram o tema com a responsabilidade de falar para um público bastante heterogêneo. Para o escritor e pesquisador da Língua Portuguesa, Antônio Martins, esses encontros com os escritores preenchem uma lacuna muito importante na formação de crianças e jovens, que é a de ler por prazer. “O festival resgata um fator essencial na formação dessas crianças, para elas redescobrirem a beleza, a cultura e a informação na arte da literatura”, definiu Antônio Martins.</p>
<p>Ainda de acordo com Martins, o festival literário do Maranhão tem características bem peculiares, pois valoriza, principalmente, os escritores maranhenses que moram ainda no estado ou estão em outras regiões do Brasil. “Há 44 anos eu moro no Rio de Janeiro, por questões profissionais, e todos os anos eu participo do Geia. É interessante perceber como o evento amadureceu, tanto pela estrutura como pelo público, que está mais participativo, interagindo muito mais, e isso a gente percebe, principalmente, com as crianças, que estão redescobrindo o gosto pela leitura”, observou.</p>
<p>O desembargador, escritor e membro da Academia Maranhense de Letras, Milson Coutinho, que também participou de todas as edições do evento, percebe a iniciativa do Instituto Geia com bastante otimismo para as próximas edições. “Hoje (ontem), durante a minha apresentação, fiz uma relação do Instituto Geia com os livros, pois essa é a função do Geia: divulgar os livros para as próximas gerações, que precisam conhecer os contos, as crônicas, as novelas, o romance. Acredito que em um futuro bem próximo o Festival Geia será uma referência semelhante à Feira de Livros de Paraty, no Rio de Janeiro”, comparou. </p>
<p>Magia &#8211; O contato com a literatura pode acontecer de diversas maneiras, seja por jogo de perguntas e respostas, oficinas e atividades que despertam a curiosidade e o gosto pela leitura. Uma das características da programação do Festival Geia é explorar diversas alternativas para despertar esse amor pelos livros. Uma das atividades são as sessões de contadores de histórias. Ontem, a Companhia Tapete de Criações Cênicas envolveu um auditório lotado de crianças, narrando à clássica história “João e o Pé de Feijão”. Com recursos sonoros, fantoches e muita interpretação teatral, os estudantes ficaram completamente envolvidos com a magia literária. “A história é muito legal, gostei muito dos fantoches, das fantasias deles”, contou o estudante Giovani Lucas Soares, 8 anos. </p>
<p>Estímulo &#8211; Outra estratégia para despertar a vontade de ler esteve presente na palestra do professor de Literatura Maranhense da Faculdade Atenas Maranhense (Fama), José de Ribamar Neres. Abordando a literatura maranhense contemporânea, passando pelos escritores como José Ewerton Neto, Arlete Nogueira até chegar a nomes clássicos como Aluísio Azevedo, Nascimento de Moraes e Josué Montello, mas para apresentar a literatura e estimular a leitura, o professor envolveu a platéia com o suspense. “Eu comecei a falar dos novos nomes e dos clássicos, contando um pouco da história e parando na parte do clímax e, pelo que eu percebi, foi muito interessante. Os alunos saíram daqui com uma curiosidade em saber o final da história. Assim, conseguimos formar novos talentos”, observou.</p>
<p>Entre os destaques da palestra, o livro “O Mulato” de Aluísio Azevedo que retrata a sociedade maranhense do século XIX. “Esta é uma obra muito importante para quem quer conhecer um pouco de São Luís, no início do Século XIX, preconceitos, violência contra escravos e com um final que mostra todas as características da escola realista de literatura”, frisou.</p>
<p>Publicado em OEMA, edição do dia 29/08/2009.</p>
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		<title>Festival Geia de Literatura &#8211; um instrumento para formar leitores</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 00:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo do Prof. Joaquim Gomes,  Mestre em Teoria Literária e escritor, publicado em OEMA, edição de 28/08/2009.
É grande o número de livros e textos em revistas especializadas que tratam da questão da leitura. Nos cursos de Letras, os trabalhos de conclusão de curso têm atingido um número considerável de pesquisas nessa área. A leitura tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo do Prof. Joaquim Gomes,  Mestre em Teoria Literária e escritor, publicado em OEMA, edição de 28/08/2009.</p>
<p>É grande o número de livros e textos em revistas especializadas que tratam da questão da leitura. Nos cursos de Letras, os trabalhos de conclusão de curso têm atingido um número considerável de pesquisas nessa área. A leitura tem sido uma preocupação para os governos.</p>
<p>Hoje já não perdura mais a idéia de uma leitura que não seja significativa, mas, sim, aquela que faz com que o leitor reflita, dialogue com o que está sendo vislumbrado. Entretanto, o “calcanhar de Aquiles” parece ser como fazer com que os alunos leiam. Inúmeras são as razões que justificam a ausência de leitura. Mesmo assim, a sociedade não pode se curvar diante dessa constatação.</p>
<p><span id="more-1829"></span>Para muitos, a escola, principalmente em função do espaço deixado pela família, passou a ser a responsável por essa tarefa de apresentar a leitura para seus alunos e torná-los um leitor eficiente.</p>
<p>Por outro lado, os festivais de literatura, feiras de livro e diversos movimentos culturais têm contribuído para a inserção de novos leitores nesse mundo mágico e prazeroso que é a leitura.</p>
<p>A Festa Literária de Parati, no estado do Rio de Janeiro, proporciona, para uma clientela muito jovem, uma espécie de ‘festa’ paralela para esse público, com o objetivo claro de envolvê-los no mundo da escrita.</p>
<p>Aqui, no Maranhão, o Festival Geia de Literatura, promovido pelo Instituto Geia, em parceria com a Prefeitura Municipal de São José de Ribamar, já entrou na sua quinta edição, em que a presença maciça de alunos de toda a rede escolar municipal &#8211; do ensino fundamental ao médio &#8211; participa das palestras, oficinas e, agora, mais do que nunca, com a Gincana Geia do Conhecimento, coloca esses alunos em contato direto com a leitura, ao selecionar como tema gerador os autores Gonçalves Dias e Viriato Correia.</p>
<p>Mas o que desejo destacar é a presença do Festival Geia nesse cenário, como responsável pelo incentivo à leitura e por produzir valiosos comportamentos em sala de aula. Uma pesquisa monográfica feita por alunos do curso de Letras da Faculdade Atenas Maranhense registrou o papel significativo do Festival na formação de leitores. As pesquisadoras, Luciana Rodrigues Melo, Marina Lucia Silva Bezerra e Nalva Maria Rosa da Silva, sob a orientação da professora Natércia Moraes Garrido, identificaram, por meio de questionários e entrevistas com alunos, professores e diretores de escola, que o Festival tem sido um aliado no processo de construção de novos leitores. Os dados analisados pelas pesquisadoras deixam clara a satisfação desses alunos com o Festival e reconhecem que muitos mudaram de atitude após terem participado do evento. Ainda nesse aspecto, os alunos entrevistados responderam que as palestras com os escritores, as oficinas e o simples “manuseio” de livros nas bancas expositoras contribuíram, de forma contundente, para o interesse na sala de aula, tornando-os mais criativos e responsáveis pela sua própria caminhada escolar.</p>
<p>Diante dessa constatação, aproveito a oportunidade para expressar a minha satisfação com o Festival Geia e citar Afrânio Coutinho, quando diz: “A literatura é o sorriso da sociedade”. Que empreendimentos dessa natureza se propaguem em todo o território brasileiro. </p>
<p>E-mail: quinchas@yahoo.com.br</p>
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		<title>Poesia e teatro encantam grande público em Ribamar</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 23:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bruna Castelo Branco, da equipe de O Estado.
As escritoras Raimunda Frazão e Maria da Glória falaram sobre a construção da poesia e o significado de expressar sentimentos por meio de palavras.
A poesia de escritores maranhenses teve espaço reservado na programação do V Festival Geia de Literatura na manhã de ontem. O encontro com as escritoras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bruna Castelo Branco, da equipe de O Estado.</p>
<p>As escritoras Raimunda Frazão e Maria da Glória falaram sobre a construção da poesia e o significado de expressar sentimentos por meio de palavras.</p>
<p>A poesia de escritores maranhenses teve espaço reservado na programação do V Festival Geia de Literatura na manhã de ontem. O encontro com as escritoras Raimunda Frazão e Maria da Glória Batista Lima aconteceu na Unidade Escolar Diomedes da Silva Pereira. Além de recitar seus textos, as duas escritoras falaram sobre a construção da poesia e o significado de expressar sentimentos por meio de palavras, como forma de superar dificuldades, demonstrar afeto e traçar planos para o futuro.</p>
<p><span id="more-1827"></span>As escritoras têm trajetórias com a escrita bem parecidas e começaram a escrever ainda na infância. Raimunda Frazão mostrou seu primeiro poema escrito aos 7 anos de idade, um texto curto em louvação à bandeira do Brasil e, desde então, começou a escrever, participando de recitais na escola, por incentivo de seus professores. Para ela, é muito importante que os professores comecem a observar o talento dos alunos ainda na infância.</p>
<p>&#8220;Estimular a criação é muito importante. Na minha infância, desde que escrevi meu primeiro texto, fui incentivada a participar de recitais e isso influenciou na minha formação&#8221;, garantiu.</p>
<p>Já Maria da Glória Batista Lima escreveu o livro &#8220;Juntando Pedaços da Menina Pobre do Interior&#8221;, aos 13 anos. Com poemas que lembram a sua infância, Maria da Glória narra as dificuldades da sua vida, a infância sofrida, com dificuldades financeiras e de saúde e a idéia de superação que marcavam seus textos e seu modo de encarar a realidade. &#8220;Eu escrevi o poema &#8216;Tempo&#8217; para refletir a minha vida. Eu era pobre, estudava sem parar, acreditando que o tempo ia se encarregar de me trazer melhorias&#8221;, narrou a escritora, que hoje é formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). </p>
<p>Teatro &#8211; A magia do teatro não podia faltar nas atividades do Festival Geia de Literatura e as artes cênicas foram representadas pelo Grupo Universitário de Teatro (GUT) que apresentou o espetáculo &#8220;Além do Arco-Íris&#8221;, de Aldo Leite. A montagem encenada pelas atrizes Senhorinha Constantino e Marcíria Cantanhede abordou a delicada relação entre mãe e filho. De um lado, uma figura maternal atarefada, do outro, um garoto inteligente e com muita criatividade para conseguir seus sonhos infantis, um deles, é alcançar o céu, por isso sempre tenta subir nos lugares mais altos da casa, até conseguir seu objetivo.</p>
<p>A peça divertiu e emocionou crianças e adolescentes, fazendo-os refletir sobre temas como morte e vida e diálogo entre pais e filhos.</p>
<p>Publicado em OEMA, edição de 28/08/2009.</p>
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